Não somos a prova de mentiras, mas podemos sentir-las. O tom de voz, o brilho do olhar. São como nosso ponto fraco, algo sempre está por trás de um brilho diferente, desesperado e de palavras dizendo ao contrário. Com o tempo nos acostumamos, nada mais nos engana, conhecemos até as incertezas das outras pessoas, conhecemos seus pensamentos, tudo entra em sintonia.
Conhecemos tudo, nada mais nos surpreenderá. Descobrimos todos os erros e as meias verdades, percebemos as mentiras, e os pensamentos. Acho que a partir desse ponto, a mágica se desfaz um pouco, perdemos aquela admiração, aquela curiosidade, basicamente tudo nos incomoda, agora vemos com clareza.
Nossos olhos são a unica esperança de que algo ainda pode dar certo, que ainda existe algo de bom. Apesar de tudo, um olhar sorridente nos faz esquecer, nos faz acreditar. Deve ser um dos nossos maiores bens, nosso ponto de segurança. O que nos salva de tudo que nos atinge.
Mas quando ouvimos palavras saírem dos lábios, doces e suaves, nos trazendo alegria e alguma crença, olhamos nos olhos e enxergamos realmente, vemos o olhar duro nos quebramos em pedaços. Descobrindo a mentira nos partimos e caímos.
A única coisa que nos faz viver, agora perde o brilho, e trás agonia. As palavras ditas perdem o sentido, as novas conclusões nos atingem.
Os olhos que nos trouxeram confiança, agora nos ferem por dentro. Nos mostram a verdade.
A única coisa que nos faz viver, agora perde o brilho, e trás agonia. As palavras ditas perdem o sentido, as novas conclusões nos atingem.
Os olhos que nos trouxeram confiança, agora nos ferem por dentro. Nos mostram a verdade.